Solicite um orçamento com as opções para financiamento de nossos equipamentos em até 72x com as menores taxas do mercado!
Última versão: 2.010 de 27 de Maio de 2011
A potência desenvolvida por um motor varia de acordo com as condições atmosféricas. Em motores aspirados a pressão do ar afeta diretamente a potência pois esta depende da quantidade de oxigênio que se pode queimar. Maior temperatura resulta em menor potência pois o ar mais quente expande e contém menos oxigênio por volume. A umidade do ar também afeta o resultado tomando espaço do oxigênio.
Motores turboalimentados reagem de forma completamente diferente a esses fatores, no entanto. Variações de pressão atmosférica causam pouca ou nenhuma alteração no resultado pois wastegates e controles eletrônicos de pressão usam vácuo como referência. Mais umidade no ar torna-se benéfica pois tem efeito anti-detonante.
Como, então, comparar resultados obtidos em condições diferentes?
As diversas normas para correção de potência tentam modelar a perda de eficácia de um motor a partir da variação da quantidade de oxigênio no ar. Como a imensa maioria dos veículos produzidos tem motor aspirado as normas de correção têm em mente esse tipo de motor e, pelas diferenças expostas anteriormente, não refletem a realidade dos motores turboalimentados.
Uma vez dispondo de valores para pressão atmosférica, umidade relativa e temperatura (tomados automaticamente pelo equipamento do dinamômetro) pode-se calcular a influência no resultado e compensá-la obtendo o valor "corrigido", ou o que o motor produziria se testado nas condições de temperatura, pressão e umidade padronizadas pela norma escolhida.
Os fatores mais comumente usados são:
Nunca se deve comparar números corrigidos com fatores diferentes. Para se comparar medições elas devem usar o mesmo tipo de correção, ou nenhuma. Não recomendamos corrigir potência de veículos turboalimentados pelas razões citadas anteriormente.